CONQUISTA - Manifestação contra a reforma da previdência toma as ruas da cidade



Uma manifestação popular, organizada por sindicatos, movimentos de classes, estudantes e trabalhadores em geral, tomou as principais ruas do centro de Vitória da Conquista, a 509 km de Salvador, em protesto contra a proposta de reforma da previdência.

Várias categorias profissionais aprovaram em assembleia a adesão ao dia de greve geral. De acordo com a Central Única dos Trabalhadores (CUT), algumas categorias paralisaram as atividades por 24 horas, enquanto outras suspenderam as atividades por algumas horas.

PREFEITURA DE CONQUISTA

Carros de som, apitaço, cartazes e discursos marcaram o tom da manifestação, que teve caráter pacífico. Depois de se concentrarem na Praça Barão do Rio Branco, os manifestantes se reuniram na Praça 9 de Novembro, seguiram pelo terminal de ônibus e se posicionaram em frente ao prédio da Prefeitura Municipal.

De acordo com a organização, cerca de duas mil pessoas estiveram presentes ao ato. A polícia militar, que acompanhou a manifestação de perto, não se pronunciou sobre a quantidade de pessoas no ato.
Entidades representativas como Sindicato dos Bancários, APLB Sindicato, 

União dos Estudantes, Correios, Polícia Civil, Justiça Federal, Ministério Público e Sindicato dos Professores, dentre outras, fizeram uso da palavra. Aos gritos de “Fora, Temer” e palavras contrárias à Rede Globo, Câmara dos Deputados e até ao prefeito de Conquista, Herzem Gusmão, os manifestantes chamavam a atenção para o que consideram um “retrocesso” com a eventual aprovação da proposta do governo.

SAIBA MAIS

O presidente nacional da CUT, Vagner Freitas, diz que, além da reforma da Previdência, outras ameaças de retiradas de direitos estão prestes a serem votadas no Congresso Nacional, como é o caso dos projetos da reforma trabalhista e da terceirização. “A ideia é acabar com as férias de 30 dias, aumentar a jornada, ampliar indefinidamente os contratos de trabalho temporário, além de acabar com o direito à aposentadoria pública no Brasil”, diz Vagner.

A reforma da Previdência prevê a idade mínima de 65 anos para homens e mulheres se aposentarem, com 25 anos de contribuição. A regra de transição prevê que homens com mais de 50 anos e mulheres com mais de 45 poderão entrar num regime pelo qual terão que pagar um pedágio de 50% sobre o tempo faltante para a aposentadoria.

Na semana passada, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse que não tinha como fazer mágica com os números. “O importante é que todos os brasileiros possam ter certeza de que vão receber a aposentadoria, que as taxas de juros continuem caindo, que a inflação continue caindo. E, para isso, temos que controlar as despesas públicas. Gastar dinheiro do governo sempre é uma coisa fácil. Existem países ou estados brasileiros que fizeram muito isso e estão sofrendo consequências dramáticas. Então, a conta tem que ser paga cedo ou tarde.”

Pelas regras atuais, os homens podem se aposentar com 35 anos de contribuição e as mulheres, com 30 anos. Não há idade mínima.





Texto e fotos: Jussara Novais / Sudoeste Digital

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