FRIEZA - Dono de funerária matou e foi chorar no velório; ele ainda fez todo trabalho de sepultamento e não usou formol para apressar o enterro


Jussara Novaes (de Poções) - Com a prisão de Caio Souza Cunha (à direita na foto), empresário do ramo funerário, o assassinato de Jadson Neves, de 31 anos, morto com 12 tiros de pistola, na manhã da última sexta-feira (18), em uma estrada de acesso a uma região conhecida como Carrapicho, no meio rural de Poções, ganhou contornos que tornam ainda mais chocante o caso. 

REPORTAGEM ATUALIZADA
HERANÇA MALDITA - Dívida de R$6 mil teria motivado dono de funerária a matar empresário em Poções

Apontado como principal suspeito do crime, durante as investigações policiais, Caio foi surpreendido em sua residência, no bairro Indaiá, na manhã desta segunda-feira (21), por uma guarnição da Rondesp Sudoeste, com apoio da 79ª CIPM de Poções. Ele só não detalhou oficialmente os motivos da trama macabra.
 
Ele não só realizou os trabalhos fúnebres no corpo da vítima, a pedido da família, como teria chorado no velório e recomendado não usar formol para apressar o enterro e se livrar de vez da sua própria vítima. O corpo de Jadson (sobrinho do Padre Valmir Neves) foi encontrado no sábado, já exalando mau cheiro.
Jadson Neves foi atraído para a morte
Além de confessar o crime, o empresário apontou um comparsa, Alex Venâncio Sampaio (na foto), funcionário da funerária. Alex foi localizado no município de Boa Nova, em posse de uma pistola PT 380, usada para matar Jadson. A arma foi encontrada com resquício de sangue proveniente da vítima. 
Caio revelou para a polícia que marcou um encontro com Jadson para tratar de um assunto de negócios e lá tirou a vida do jovem. 
Presos, os acusados foram encaminhados para o Distrito Integrado de Segurança Pública (Disep) de Vitória da Conquista. A notícia da prisão da dupla gerou grande revolta na população, que esteve durante toda à tarde de hoje em frente ao Complexo Policial. Indignados, todos os manifestante clamavam por justiça e também se concentraram em frente à funerária do acusado. 

Para evitar um confronto com populares e garantir a integridade dos presos, ambos foram apresentados à autoridade policial em Conquista, onde houve a lavratura de prisão. Uma terceira pessoa, cujo nome não foi citado, também foi conduzida na condição de testemunha do fato. 

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