CATRACA LIVRE - Sindicato manda rodoviários da Vitória liberar catracas nessa terça-feira (16); empresa pode demitir funcionários

Imagem: Jussara Novaes/Ag. Sudoeste Digital
Jussara Novaes (Sudoeste Digital) - O sindicato dos rodoviários orientou aos funcionários da Viação Vitória - em greve há uma semana - que liberassem as catracas dos ônibus a partir do primeiro horário dessa terça-feira (26), como forma de pressionar a empresa a pagar ticket-refeição e salários atrasados desde abril.

A decisão ocorreu após assembleia realizada na tarde desta segunda-feira (25) no Terminal da "Lauro de Freitas", centro de Vitória da Conquista.


A medida pode se voltar contra os próprios rodoviários. A empresa pode alegar prejuízos financeiros e acionar a Justiça, se blindando contra possíveis demissões por justa causa. É o que entende especialistas no setor.

"É como se o funcionário de uma loja, por exemplo, doasse a mercadoria à venda, sem permissão do empregador", compara. Em nota, a Viação Vitória A Viação Vitória informa "que não foi comunicada sobre nenhuma operação “catraca livre” e que "qualquer tentativa de burlar o sistema de cobrança das catracas é crime, passível de punições legais, inclusive demissão por justa causa e até a prisão dos envolvidos".

A empresa também ressalta que o fato de apenas 30% da frota estar operando deve-se única e exclusivamente por conta da greve decretada pelo Sindicato dos Rodoviários de Vitória da Conquista (Sintravc). O sindicato se comprometeu em enviar nota sobre o assunto mas até o fechamento da matéria não havia se posicionado.

SOBRE A GREVE

A Viação Vitória atende, diariamente, 40 mil usuários. Com a greve, a legislação assegura 30% da frota em funcionamento, o que equivale a 30 ônibus.

Apesar de a empresa ter quebrado um acordo com o Ministério Público do Trabalho (MPT), que previa o pagamento salarial e tickets nos dias 5 e 7 deste mês, respectivamente, uma nova rodada de negociação aconteceu nesta terça-feira (19) no órgão, mas sem avanço.

Como não houve acordo entre empresa e rodoviários, o caso será levado à esfera judicial. O sindicato informou, por meio do advogado da entidade, que iria ajuizar uma ação pedindo o bloqueio dos repasses que são feitos à Vitória para que sejam feitos os pagamentos de salários.

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