EDITORIAL - STF rejeita obrigação de contribuição sindical: E agora?

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Por maioria de 6 votos a 3, o Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou nesta sexta-feira (29) pedidos para tornar novamente obrigatório o pagamento da contribuição sindical. Para muitos trabalhadores, é o fim de uma farra milionária patrocinada por muitos sindicatos Brasil a fora com o seu suado dinheiro.



A contribuição equivale ao salário de um dia de trabalho, retirado anualmente na remuneração do empregado para manutenção do sindicato de sua categoria. Manutenção, mas muitos não pensam assim e se aproveitavam da contribuição para bancar atividades diversas, porém nunca em favor do seu associado.

Vários ministros chamaram a atenção para a multiplicação dos sindicatos no país com a contribuição sindical obrigatória, chegando a mais de 16,8 mil entidades. Em países da Europa, América do Norte e África, o número de sindicatos varia entre 100 e 200 organizações.

Aproveitando a ocasião, vamos direcionar nosso editorial ao atual quadro em Vitória da Conquista, terceiro maior município da Bahia, mas com um caótico transporte público avalizado por uma desastrosa e descontrolada gestão.

Há meses estamos atravessando períodos de incertezas, vivenciados por mais de 500 rodoviários reféns dos desmandos da Viação Vitória e órfãos de uma representatividade sindical. Com a acertada decisão do STF, muitos sindicatos irão sucumbir. É o que mais eles temiam.

Não pensam no sistema, defendem questões políticas; defendem abertamente o clandestino e depois querem vantagens para a categoria, na marra e às custas do passageiro, que paga a conta na forma de uma tarifa cada vez mais cara.

Dirigentes despreparados, mas com uma fortuna em mãos e poder de jogar de joelhos a economia local, provocando transtornos na engrenagem da economia. Sem abraçar verdadeiramente a causa, pois comprometidos estavam apenas em seus próprios interesses, alguns se tornaram vereadores, prefeitos e até presidente à revelia dos seus filiados.

Era muito fácil e desejável a carreira sindical. Com a decisão do STF, com novas e sólidas regras, onde caberá essencialmente profissionalismo, noção básica de economia local e contextualizada, o jogo virou. 

É hora de reinventar o verdadeiro sentido de Sindicato e encontrar saídas de sobrevivência com o empregador, ao contrário do passado em que os dirigentes viviam nababescamente (com raríssimas exceções) e só apareciam uma vez ao ano para fazer greves nas datas base. E agora?

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