GREVE - Sindicato dos rodoviários recolhe ônibus da Viação Vitória por atraso de salários

Imagem: Ag. Sudoeste Digital/14.06.18
O Sindicato dos Rodoviários de Vitória da Conquista (Sintravc) recolheu os ônibus da Viação Vitória na tarde desta quinta-feira (14) e levou para as proximidades da "Pedra", área de compra e venda de veículos usados que fica nos fundos do Ginásio de Esportes.

A manifestação, segundo a entidade, é em protesto ao não pagamento dos salários atrasados. Apenas 30% da frota segue rodando normalmente na cidade. "Sempre que tem paralisação os veículos são destinados até essa área para não ficarem no terminal Lauro de Freitas obstruindo o trânsito", informou, em nota, o sindicato.

O órgão já havia informado através de comunicado que caso a empresa não pagasse os funcionários a manifestação de advertência aconteceria.

Em nota distribuída nessa quarta-feira (13), o presidente do sindicato, Álvaro Souza, confirmou a paralisação de advertência, que deverá ser seguida de greve por tempo indeterminado em caso do não pagamento aos rodoviários. A empresa cumpriu apenas o pagamento dos tickets.

A medida, que afeta os serviços de transporte público da Viação Vitória, foi cumprida no prazo de 24 horas, que expirou nesta tarde. O comunicado foi emitido diante da quebra de acordo da empresa firmado no final de maio com o Ministério Público do Trabalho (MPT).

A empresa informou que irá se manifestar por meio de nota ainda nesta data. O prazo acordado com o MPT venceu há mais de uma semana, porém somente agora é que foi apresentado indicativo de paralisação e provável greve.

FROTA MÍNIMA

Conforme prevê a legislação, caso ocorra a paralisação a empresa deve manter 30% da frota em circulação para atender os 40 mil usuários que diariamente utilizam os ônibus da Vitória.

Entre o rodoviários da empresa a greve é tida como certa, pois nem mesmo a mediação do MPT, por meio da procuradora Manuella Gedeon, fez com que a direção da Vitória honrasse os compromissos com os seus funcionários. (LEIA ABAIXO)

Não está descartada uma rígida fiscalização na empresa. "Estamos apurando os fatos no tempo devido. E vamos divulgar nota sobre o assunto assim que tivermos informações seguras", informou a assessoria de comunicação do MPT em nota ao Sudoeste Digital, dia 8 deste mês.

ENTENDA O CASO

Em reunião na sede do MPT, que contou com a presença do Sindicato dos Rodoviários e Prefeitura de Conquista, no final de maio, a empresa se comprometeu, em ata, a honrar o pagamento de 40% do adiantamento salarial nessa quarta-feira (5). Sequer deu satisfação aos funcionários.

O percentual, referente a maio, deveria ter sido quitado no último dia 20 do mês passado. Até então, nada feito. O mesmo aconteceu nessa quinta-feira (7), quando, também em acordo no MPT, deveria ter sido efetuado o pagamento do ticket alimentação de maio, igualmente em atraso.

Ficou acordado que o restante dos 60% do salário referente a maio deveria ser pago também nessa quinta, considerando ser este o 5º dia útil subsequente ao mês do salário vencido. A empresa nem pagou, nem se manifestou sobre a quebra de acordo.

No acordo, a procuradora deixou claro que, em caso de descumprimento do acordo por parte da empresa, esta teria que pagar a título de multa uma cesta básica, no valor de R$120,00, a cada um dos trabalhadores prejudicados por item descumprido.

Em contrapartida, o sindicato dos rodoviários se comprometeu a não deflagrar e/ou apoiar paralisações ou greve em caso de a empresa cumprir com o que ficou acordado. Por enquanto não há novo indicativo de greve.

Em nota assinada pelo presidente do Sindicato dos Rodoviários, Álvaro Souza, e enviada ao Sudoeste Digital na última quinta-feira, a entidade, que também participou da reunião no MPT, em 28 de maio, reconhece que a empresa quebrou o acordo e recomenda aos rodoviários que procurem o Sindicato para reclamar os direitos.

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