REAJUSTE ZERO - Professores em campanha salarial protestam contra desvalorização da categoria


Com o mote "Reajuste Zero, Não!", em campanha salarial, os professores da rede municipal de ensino ocuparam o plenário da Câmara de Vereadores de Conquista para denunciar o descumprimento do piso salarial e desvalorização da categoria pela gestão Herzem Gusmão (MDB).


De acordo com o Sindicato do Magistério Municipal Público (SIMMP), o governo municipal ameaça direitos, como destruição do plano de carreira dos professores, achatamento da tabela dos profissionais da educação e não criação do plano de carreira dos monitores escolares.

Em meio a discursos dos vereadores, na sessão ordinária desta sexta-feira (15), os professores distribuíram panfletos denunciando, ainda, a não observância de ganhos reais ao servidores públicos municipais, contratação de assessorias por valores "exorbitantes", aumento no número de secretarias, terceirização de serviços essenciais e gastos mensais de mais de um milhão em cargo comissionados.

O vice-presidente do SIMMP, Davino do Nascimento Silva, fez uso da tribuna livre para reivindicar o reajuste salarial da classe para o ano de 2018. Ele afirmou que a categoria enviou o documento apresentando sua proposta em março, e até o momento o governo municipal não iniciou as rodadas de negociações.


SEM RESPOSTA

O sindicalista comunicou que irá pedir um estudo dos gastos da prefeitura. “Esse governo concedeu reajuste a gastos da prefeitura, aumento para cargos comissionados. Não justifica dar essa assertiva para a categoria dos professores”, disse. “No mesmo ano em que a Câmara teve reajuste, ele (o prefeito) queria dar reajuste zero aos professores”, indignou-se.

A respeito da proposta do sindicato, ele conta que foi enviando a Secretaria de Educação um documento no mês de março, mas no mesmo momento houve mudança de secretário. “ E até agora nada nos foi apresentado”, disse. Ele pede também que o governo apresente os motivos para ter baixado a folha de pagamento no limite de 50%.

Davino afirma que a educação de Vitória da Conquista vem recebendo um golpe. “Golpe com a falta de transporte de estudantes, golpe com a terceirização da merenda escolar”, disse. “Não podemos aceitar que a merenda, que já foi eleita a terceira melhor do país, seja terceirizada”, comentou.

Em nome do sindicato, ele informou que estão sendo estabelecidas paralisações pontuais para discutir o projeto de educação da cidade. “Para que tenha de fato uma atenção com a educação”, afirmou. Davino solicitou ainda que os vereadores acompanhem as negociações entre o sindicato e a prefeitura.

Os professores da rede municipal suspenderam as atividades e aprovaram um calendário de mobilização nessa quinta-feira (14). Em campanha salarial e sem avanço nas negociações com a Secretaria Municipal de Educação, a categoria não descarta greve geral.

A assembleia que aprovou a suspensão temporária das aulas e votou o calendário ocorreu com um auditório lotado, no Salão Dom Vital, anexo à Catedral Nossa Senhora das Vitórias. Em seguida o grupo realizou um ato em frente ao prédio da Prefeitura. O município não se posicionou sobre a campanha salarial.

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