OPINIÃO - O drama da 3ª maior cidade da Bahia com o seu transporte público.


A conta chegou antes mesmo do tempo. Bastou pouco mais de um ano e meio de brincadeiras e aventuras com a complexa engrenagem que é o transporte público de qualquer cidade e para Vitória da Conquista não seria diferente.


Nossa cidade experimenta, perplexa, o derretimento acelerado do transporte, um de seus quatro serviços públicos essenciais à rotina diária da cidade, ao lado da saúde, segurança e educação.


Verdadeiro calvário foi imposto a 40 mil passageiros que diariamente dependem da Viação Vitória, uma das empresas de ônibus desta cidade, e com eles outras mais de 500 famílias que vivem dos salários dos funcionários que fazem heroicamente a empresa funcionar.

Herzem Gusmão, que tinha solução para tudo em gestão pública quando radialista no Programa Resenha Geral, tão logo “empoderado” a prefeito iniciou uma perigosa aventura com este bem público.

Confundiu um patrimônio do povo como se dele fosse um brinquedo particular ou instrumento de sua máquina de demonstração autoritária, força onde sequer a Novo Horizonte ficou de fora.

“Talentoso” no jogo das palavras, em rádios e blogs passou encenar situações, semelhante a um pêndulo, alienante, oscilando de um lado ao outro. Ora vitimizando a Viação Vitória, ora descriminalizando os clandestinos e ferozmente criminalizando a Viação Cidade Verde.

Com isto, correram entre os dedos do prefeito quase dois anos de sua gestão, do nada para lugar algum. Gastou dinheiro público, precioso tempo transformando o transporte coletivo  em seu parque de diversões.

Em suas horas de folguedo, até sua caneta ele fez questão de exaltar em rádio, reafirmando seu “empoderamento” que  faria o que bem desejasse com o transporte público. E fez o que fez...e a fatura chegou.

O prefeito se esqueceu de algumas lógicas. A principal delas: a matemática. A do equilíbrio financeiro do complexo sistema de transporte público.

Como modernizar uma atividade complexa e que exige elevadas somas milionárias como é o transporte coletivo quando Herzem  mesmo fomentou a clandestinidade - vanzeiros e automóveis -vetores destrutivos do sistema?

Como Herzem  pensou se passar por uma espécie de entidade redentora que salvaria a Viaçao Vitória se ele mesmo movimentou uma espécie de máquina de demolição do sistema?  Mais de 600 clandestinos.

E como achou que tiraria da ilegalidade os clandestinos quando ele mesmo quadruplicou o número de clandestinos, colocando-os muito mais em dificuldades financeiras e jurídicas?

Para completar a insanidade ou a irresponsabilidade ele quer tirar justamente a Viação Cidade Verde, que a trancos e barrancos é a responsável em dar uma esperança ao transporte público de Vitória da Conquista.

Enfim, assistimos os efeitos da “desonestidade intelectual” e das “mentiras cognitivas” muito bem colocadas no relatório que foi para o Ministério Público. O prefeito precisa acordar. A população não continuará calada.

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