VÍDEO - PF deflagra grande operação em Itapetinga e região


Conforme divulgado em primeira mão pelo Sudoeste Digital na noite dessa segunda-fera (23), a Polícia Federal deflagrou uma grande operação na região de Itapetinga a 560 km de Salvador. Batizada de Ciranda de Pedra, a ação em conjunto com a Controladoria geral da União (CGU).

Além de Itapetinga, os federais cumprem 20 mandados de busca e apreensão e 14 mandados de intimação nos municípios de Maiquinique, Macarani, Itamaraju, Teixeira de Freitas, Jequié, Mirante e Vitória da Conquista.


Na noite de ontem várias viaturas da PF foram estacionadas em um hotel localizado na Praça Dairy Walley, a principal de Itapetinga, no centro da cidade. Até o início da noite, mais de 15 viaturas estavam na porta do hotel.que por ficar próximo à Prefeitura, gerou diversos comentários nas redes sociais.

Cerca de 60 Policiais Federais, acompanhados de nove auditores da CGU estão envolvidos na operação Ciranda de Pedra.

A ação tem objetiva combater crimes de desvio de recursos públicos destinados a área da infraestrutura na cidade de Maiquinique, também no sudoeste do estado, nos anos de 2012 a 2017.
A organização criminosa obteve contratos da ordem de R$ 3.428.183,03, dos quais R$ 1.587.619,76 está estimado como o valor do desvio com ordem de bloqueio judicial.

          

A operação é resultado de uma investigação iniciada em 2017, sobre obras inacabadas na pavimentação em Maiquinique, que deveriam ter sido executadas nas ruas do município. Para realização das obras, foram feitos seis procedimentos licitatórios no quadriênio 2013-2016, em convênio com o Ministério das Cidades.

Além dos serviços não executados ou parcialmente executados, a investigação aponta que um grupo de quatro empresas fazia revezamento nas licitações e parte dos recursos era destinada a pagamentos de parentes e pessoas ligadas à administração municipal.

Ainda conforme as investigações, algumas dessas empresas, vencedoras de licitações recorrentes, serviam apenas de “fachada” e eram compostas por sócios “laranjas”.

Os envolvidos responderão pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, desvio de recursos públicos e fraude à licitação.

Segundo a PF, o título “Ciranda de Pedra” traduz uma fonte de múltiplos significados. No entanto, a “ciranda” da obra de Lygia Fagundes Teles é formada por pedras, simbolicamente representando a sua dureza, a desintegração, o fechamento entre os participantes e a não aceitação de novos membros.

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