CAOS EM MEIO AO CAOS - Absurdo e equívocos na mobilidade urbana

Não bastasse o caos em que se encontra o transporte público em Vitória da Conquista, com a Viação Vitória em regime falimentar e 517 funcionários sem salários há quatro meses, eis que pessoas insurgem em nome de uma “militância que visaria buscar a qualidade no transporte público”. ocupam o terminal e fazem isso que assistimos, em vídeo gravado por um morador.


Insano, inoportuno. No local errado e na hora errada. Dentro de um já sofrido e acanhado “terminal” e no horário de pico, não há quem concorde com isto, quiça até mesmo estudantes.

Perturbam o trânsito e a vida de milhares de pessoas que, cansadas, dentro ou fora do ônibus, após uma segunda-feira de trabalho, são obrigadas a interromper a sua rota, atingidas por alguém ou por alguns fazendo uma “suposta manifestação” sob alegação do "bem do transporte público".

Algo controverso para até mesmo àqueles mais displicentes ou distraídos no assunto. Questionam uma tarifa que ainda não veio, questionam uma possível extinção do Imposto Sobre Serviço (ISS) que tem como premissa baratear a tarifa para quem menos pode pagar.

Contraditoriamente, de quebra, reivindicam mais gratuidades no transporte púbico, o que fará a tarifa subir ainda mais.

Passou da hora de a nova geração - e portanto mais evoluída e descolada - abandonar o obsoleto discurso político de combinar qualidade com algo de graça. Ora, ora De graça? Não há refeição de graça, material escolar de graça, pães ou medicamentos de graça. Alguém (ou alguns) teria que pagar.

É direito social a meia passagem ao estudante, mas convenhamos e todos sabemos que quem paga por estas gratuidades são os passageiros que menos podem pagar. Quanto maior os direitos sociais a bordo, maior será a  penalidade ou a sobrecarga sobre pessoas que nada tem haver com isso.

Nossa juventude é muito mais preparada no presente e todos nós sabemos que o discurso de passagem barata, com passagem de graça, não combina ou não fecha nas ciências exatas. Afinal, o que desejamos?

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