COBERTURA EXCLUSIVA - Tudo sobre a condenação do motorista que matou ex-companheira a golpes de marreta

Maele Santos (Sudoeste Digital) - O Tribunal do Júri de Vitória da Conquista condenou a 14 anos de prisão o motorista de van, Gildarte Mendes do Santos, que em agosto de 2016 matou a golpes de marreta a sua ex-companheira, Joilma de Jesus Neves. A sentença foi anunciada pelo juiz da vara do Júri, Reno Viana Soares.



Na XI edição da Semana Justiça pela Paz em Casa, promovida pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em parceria com todos os Tribunais de Justiça do País, nesta quarta-feira, 22 de agosto de 2018, foi levado a julgamento pelo Tribunal do Júri de Vitória da Conquista, Bahia, o réu Gildarte Mendes dos Santos, acusado da prática de feminicídio e ocultação de cadáver.


Dezenas de pessoas acompanharam o julgamento, nesta quarta-feira (22), no Fórum João Mangabeira. Representantes de movimentos em defesa da mulher e estudantes de direito, além de familiares do réu e da vítima chegaram por volta das 8 horas e só deixaram o local no final da tarde, depois das 16 horas, quando a sentença foi anunciada.


Amigos e familiares de Joilma não escondiam a emoção. Para a família da vítima, apesar de a justiça de ter sido feita, a pena poderia ter sido maior. O réu já cumpriu dois anos de reclusão, em regime fechado.
O crime aconteceu dentro da van de Gildarte, que atuava no transporte de passageiros em Conquista.  O promotor José Junseira atuou na acusação, defendendo pena máxima para o réu.

Segundo as investigações, o crime foi motivado por ciúme doentio sobre a vítima, que pediu separação em razão de traições praticadas por ele, após oito anos de convivência. A pena vai ser cumprida em regime fechado, mas o advogado de Gildarte informou que irá recorrer da sentença.
O casal estava separado havia 20 dias, mas a vítima continuava ajudando Gildarte, trabalhando como cobradora na van. Depois de tentar reatar o relacionamento, sem obter sucesso, Gildarte ameaçou e matou a ex-companheira. "Ele afirmou na frente da irmã da vítima, Crispiniana Neves dos Santos, que se Joilma se separasse dele, não viveria com mais ninguém. Ou seja, ele a mataria", sustentou o promotor.

Segundo a perícia, a vítima estava de costas, quando foi golpeada na cabeça. Depois de consumar o crime, Gildarte levou o corpo de Joilma a um local distante do crime - que foi cometido próximo ao Bairro Bateias II, zona oeste da cidade. 

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