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CONQUISTA - Sessão especial debate greve dos professores; Prefeitura não enviou representante


Uma sessão especial, nesta quarta-feira (8), debateu a situação da educação municipal. As principais pautas foram as reivindicações do Sindicato do Magistério Municipal Público de Vitória da Conquista (SIMMP) e a proposta de reajuste salarial da categoria enviada pelo Executivo.

A sessão também atraiu dezenas de funcionários da Viação Vitória. Eles foram denunciar a situação precária da empresa de ônibus, atraso salarial há três meses e expor as dificuldades financeiras enfrentadas pelos 517 rodoviários.

O motorista Walber de Oliveira fez uso da Tribuna Livre e não poupou críticas à empresa e ao prefeito Herzem Gusmão que, segundo ele, abandonou a categoria ao permitir desmandos da Viação Vitória.



Os professores discordam da tabela e afirmam que a proposta acaba com o piso e o plano de carreira. O Projeto de Lei Ordinária do Executivo nº 12 de 2018 prevê reajuste de 6,79% para os professores de nível I, 2,76% para o nível II. A Prefeitura Municipal não enviou nenhum representante para a sessão.

A presidente do Sindicato do Magistério Municipal Público de Vitória da Conquista (SIMMP), Ana Cristina Novais, lamentou a ausência de representantes do prefeito Herzem Gusmão (MDB) e da secretaria Municipal de Educação, Selma Oliveira, na sessão.

A proposta foi discutir a situação dos profissionais da educação e o projeto de lei nº 12/2018 que autoriza o Executivo Municipal a conceder o reajuste geral aos servidores do quadro do magistério. Segundo Ana Cristina, a categoria está pedindo tão pouco. "Falta apenas boa vontade”.

A categoria discorda da proposta do Executivo e segue em greve. A sindicalista ainda frisou que tem recebido denúncias de problemas nas escolas como a falta de merenda escolar.

DESCASO

A tesoureira do SIMMP, Aline Ribeiro, lamentou que os monitores de creche ainda sejam tratados com tanto desrespeito pelo Governo Municipal. “A questão do monitor é simplesmente a boa vontade política”, disse ela lamentando que não haja uma lei que obrigue o Executivo Municipal a inserir os monitores de creche na Rede Municipal de Ensino.

Aline disse que os monitores são tratados com descaso. “O que estamos vendo hoje é um descaso com o monitor. É algo tão simples de ser resolvido, mas há uma má vontade política muito grande”. Segundo ela, a intenção é garantir aos monitores de creche um plano de carreira que garanta melhores condições de trabalho para a categoria.

Ela lembrou ainda que várias discussões sobre o assunto foram realizadas e nada se resolveu. “Quantos debates já tivemos nessa casa sobre a questão dos monitores? Nada foi resolvido”, disse.

A secretária-geral do SIMMP, Ruth Prado Trindade, por sua vez, destacou que 90% do quadro do magistério municipal é composto por mulheres.Ela afirmou que esse dado é esclarecedor sobre o tratamento dado à categoria pelo Executivo.

Para ela, a precarização das condições de trabalho e a falta de valorização salariado do magistério tem relação com o machismo. “No momento em que a educação foi feminizada ela passou a ser desvalorizada”, afirmou.

“A nossa condição justifica os baixos salários. A nossa condição de mulher justifica a precarização e a desvalorização da carreira”. Ela pediu aos vereadores apoio para as causas da categoria e afirmou que a maior parte das professoras exercem atividades paralelas para conseguir pagar as contas.

MANIFESTAÇÕES

A monitora de creche Tatiana Santana disse que os monitores não desistirão de ser reconhecidos e vinculados à Secretaria Municipal de Educação. “O monitor não vai desistir. Nós temos um objetivo”, destacou ela. De acordo com Tatiana, os monitores precisam do desmembramento da Secretaria de Administração e a vinculação à Secretaria Municipal de Educação, e assim poderão ter aceso ao Plano de Carreira.

“Nós queremos papel assinado, nós queremos compromisso. É mais do que justo”, disse ela. “Desmembramento já”, cobrou ela.  Márcio Freudental, que também fez uso da tribuna livre, afirmou que a categoria quer o diálogo, mas não é o que acontece.

Ele relatou que o prefeito se reuniu, em menos de uma hora, com todos os sindicatos e fez quatro promessas e não cumpriu nenhuma – plano de saúde, programa de moradia, divisão do REFIS e abono salarial. Freudental frisou que o que se cobra é uma garantia constitucional. Denunciou, por fim, que muitos professores não aderiram à greve porque foram ameaçados.

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