OPERAÇÃO DA PF CHEGA À PREFEITURA DE CONQUISTA

Imagem: Blog do Rodrigo Ferraz/arquivo
Com o pedido judicial para o afastamento de Antônio Lauro Gomes de Oliveira, titular da coordenação do Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI) da Prefeitura de Conquista, a Operação Condottieri da Polícia Federal chegou a um membro do alto escalão do prefeito Herzem Gusmão (MDB). A redação do Sudoeste Digital solicitou informações detalhadas à Secretaria de Comunicação da Prefeitura e aguarda respostas. O acusado não foi localizado. SAIBA MAIS



RELEMBRE A OPERAÇÃO

Delegado da PF disse que pessoas "acabaram sendo nomeadas em 1º de janeiro de 2017 para cargos de confiança na Prefeitura"



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Imagem: Blog do Massinha/arquivo
Nomeado em 16 de fevereiro do ano passado, Lauro, como é mais conhecido, também está proibido de frequentar as dependências da Prefeitura, onde agentes da PF recolheram documentos para perícia. Ele, que foi membro da equipe de campanha política do então candidato Rodrigo Moreira (PP), em 2016, é lotado no gabinete do prefeito.

O mesmo também, se aplicou ao vereador Rodrigo, principal alvo da operação. Ambos foram alcançados pelo IPL nº 0227/2017-4-DPF/VDC/BA, emitido pela Polícia Federal, dando ciência à Prefeitura, no caso de Lauro, e à Câmara Municipal, relativo a Rodrigo, determinando o afastamento,  provisório, de ambos, das suas respectivas funções.

Apesar da determinação da juíza Arlinda Souza, titular da 41º zona eleitoral, para busca e apreensão de documentos, a Prefeitura não citou os motivos do afastamento do servidor. Em nota à imprensa, informou apenas que "na manhã dessa quinta-feira (30), a Polícia Federal protocolou uma solicitação de documentos referentes à concorrência pública nº 001/2014, na qual a empresa-consórcio Vitória da Conquista Rotativo (Zona Azul) sagrou-se vencedora, prestando serviços ao município desde a gestão passada".

Na tentativa de afastar qualquer relação do acusado com o vereador, a nota destacou somente que "a operação denominada “Condontieri” (sic), realizada pela Polícia Federal em cinco municípios baianos, tem por objetivo investigar os processos relativos a crimes eleitorais cometidos em 2016 por um então candidato, eleito vereador, não tendo assim nenhuma ligação com o Executivo Municipal.

Por fim, frisa que "a Prefeitura manifesta apoio e colaboração com o trabalho da Polícia Federal e se coloca à disposição caso haja necessidade de alguma informação".

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