OBRAS NO CEASA | Prefeitura retoma construção de "muro" e libera tráfego de veículos


Um dia após demolir parte do "muro", como ficou conhecida a controversa obra de 260 metros de extensão no Ceasa, operários da Prefeitura de Vitória da Conquista retomaram o serviço, sob olhares do secretário municipal de de Infraestrutura Urbana, José Antônio de Jesus Vieira, na manhã desta terça-feira (6).
Desde que o "muro" começou a ser erguido, há pouco mais de 30 dias, o tráfego de veículos e o fluxo de carga e descarga foram suspensos. Desta vez, somente o transito de veículos de passeio está liberado, ficando impedida a passagem de veículos maiores, como ônibus e caminhões, por exemplo.
Interpelado pela reportagem do Sudoeste Digital/TV Conquista, pela manhã, o secretário foi bastante solícito com o jornalismo nas explicações sobre a obra, mas não quis gravar entrevista sem antes ser autorizado pela Secretaria de Comunicação. A reportagem entrou em contato com a Secom, mas não obteve retorno.

De acordo com o secretário, em conversa informal, ao contrário do que ficou convencionado entre a população, principalmente comerciantes, a obra não se trata de um "muro", mas sim um "parapeito (parede ou outro tipo de proteção que se ergue na altura do peito ou pouco mais abaixo).

Em nota, a Secom informou, após consultar o secretário, que "seguindo as obrigações exigidas pelas normas técnicas de engenharia, a Prefeitura construiu uma proteção no passeio, para impedir que os pedestres pudessem se acidentar entre a nova calçada e o desnível".

Reforçou que, "com cerca de um metro de altura, a proteção não se configura como um muro – para isso, de acordo com as normas, era preciso ter a altura mínima de 1,8 metros". Para o secretário, ainda assim, a novidade gerou controvérsias entre a população.

“Sensível a essa situação, o prefeito determinou que a gente reduzisse a altura dessa proteção, e é o que está sendo feito”, disse o secretário. Com isso, ainda conforme o relato oficial, a estrutura será substituída por uma elevação de 40 centímetros de altura e um complemento com tubo galvanizado, formando uma espécie de corrimão.

“Será um parapeito de proteção, para que as pessoas não se acidentem no desnível, ainda atendendo às normas de segurança previstas para esse desnível”, destaca. A nota destaca que a primeira etapa da obra de revitalização da Central de Abastecimento de Vitória da Conquista (Ceasa) está na reta final e que a previsão é que esteja tudo pronto até o fim de novembro, podendo haver uma breve prorrogação nesse prazo em decorrência das chuvas.

AINDA SOBRE A NOTA DA PREFEITURA

No trecho da obra voltado para a Rua Joaquim Nabuco, já foi concluída a cobertura das galerias de águas pluviais, em parceria com a Torre Empreendimentos. “Aquelas galerias tinham uma utilização indevida por parte de alguns, que as utilizavam como depósito de lixo. Nas chuvas, aquilo entupia e era um problema. Além de causar inúmeros acidentes, pois as pessoas se dirigiam ali inadvertidamente e terminavam se acidentando”, justifica o secretário municipal de Infraestrutura, José Antônio Vieira. Agora, nesse trecho, está sendo finalizado o trabalho de paisagismo.

Enquanto isso, o grosso da obra está concentrado na Rua Catão Ferraz. Lá, está em andamento o fechamento das galerias. Além disso, há uma situação peculiar na localidade: existe um desnível de cerca de 230 metros entre a Catão Ferraz e a Ceasa. A contenção entre os dois níveis, que visa impedir o desmoronamento da rua mais alta, estava em desgaste, oferecendo riscos à população. O principal motivo dessa deterioração é o tráfego de veículos pesados à margem da rua próxima ao desnível.

Para resolver esse impasse, a Prefeitura adotou algumas medidas durante a reforma. Uma delas é a recuperação de um trecho correspondente a 30 metros da contenção, que apresentava sinais de desgaste. Outra atitude foi construir um passeio na Rua Catão Ferraz, justamente na margem do lado do desnível, para impedir a passagem de veículos desse lado e, consequentemente, nova deterioração. “Se fez necessário a execução de um pequeno passeio para direcionar melhor o trânsito, que estava muito próximo à galeria, causando o desmoronamento das contenções”, explica Vieira. Os veículos leves continuam trafegando normalmente na rua. (Imagens: Secom/PMVC)

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