PERIGO SOBRE RODAS | Sem repressão, transporte clandestino expõe usuários a riscos gravíssimos


Todos os dias mais de 600 veículos de transporte irregular, entre vans e carros de passeio, transportam centenas de vidas pelas ruas e estradas de Vitória da Conquista, a 509 km de Salvador, expondo usuários, pedestres e outros automóveis a perigo como acidentes gravíssimos por imperícia, condução inabilitada ou problema mecânico. São verdadeiras "bombas-relógio".

Por não serem regulamentados e, portanto sem fiscalização repressiva ou preventiva (pelo menos), os clandestinos abrem mão de custos obrigatórios para os passageiros (que se aventuram em veículos sem seguro obrigatório) ou para a manutenção dos veículos, como revisão, substituição de peças ou itens essenciais.

Em caso de eventual acidente, com danos a terceiros, quem será responsabilizado criminalmente: Condutor ou Prefeitura? Ou ambos? O Ministério Público certamente terá a resposta

Nesse pacote de "vistas grossas" entram pneus gastos, peças trincadas, portas sem trincos e freios desregulados. Em uma contrapartida aos avessos, os clandestinos respondem por mais de R$2 milhões em prejuízos aos cofres municipais - em forma de impostos não recolhidos - e a entidades como Santa Casa de Misericórdia e à indústria de calçados Dass, que arcam com o custo elevado do vale-transporte aos seus colaboradores.

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No final de 2018, acatando parcialmente a uma recomendação da promotora de Justiça, Lucimeire Carvalho, da 5ª Promotoria de Vitória da Conquista, a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana, em conjunto com forças policiais, ensaiaram uma represália aos vanzeiros. Pouco - ou quase nenhum- efeito na prática, com menos de 10 veículos apreendidos.

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O mais grave é que outras recomendações da Promotoria, como inserção de peças publicitárias informando a população sobre os riscos do transporte clandestino, sequer foram obedecidas. Para agravar o quadro de caos que ameaça o transporte público na terceira maior cidade da Bahia (atrás apenas de Salvador e Feira de Santana), o sistema clandestino tem, em grande parte dos seus quadros, uma estreita ligação com criminosos.

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INVESTIGAÇÃO JORNALÍSTICA | Tráfico domina Miro Cairo e controla vans e venda de gás de cozinha
Em reportagem publicada pelo Sudoeste Digital, ficou evidenciada a participação de milicianos, agentes públicos e traficantes de drogas, que detém linhas e utilizam, nesse último caso, alguns veículos como "delivery" para usuários.

Os demais links abaixo mostram um pouco da situação de abandono em que o bem público se tornou, ao virar refém dos clandestinos com a anuência dos poderes públicos.

Um contrassenso em precedentes e pode se agravar ainda mais, com a eventual saída da única empresa de ônibus que atende a mais de 90 mil usuários todos os dias.

O QUE JÁ SE FALOU SOBRE O ASSUNTO:

EDITORIAL | Transporte Público perdendo 42% dos passageiros pagantes

... E MAIS ...

Transporte Clandestino de Passageiros | VANZEIROS CONTINUAM SUJEITOS A APREENSÃO


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