EDITORIAL | Eclipse Total no Transporte Público de Conquista

Eclipse Total no Transporte Público (siga o LINK e entenda o caso). 

Caro leitor, cara leitora! VITÓRIA DA CONQUISTA ESTÁ PRESTES A EXPERIMENTAR REMÉDIO AMARGO, porém necessário.
De 6 a 12 meses de APAGÃO ABSOLUTO, sem ônibus em Vitória da Conquista. Este é o prognóstico.

Alguém perguntaria: Por que a solução do transporte público passaria por uma medida tão sofrida? Não haveria paliativos?

A solução não é minimalista como alguns imaginam:

A - bastando  fiscalizar os clandestinos severamente;
B - bastando regulamentar 80 vanzeiros;
C - bastando regulamentar 300 Uber;
D - bastando erradicar os automóveis piratas que se aventuram nos pontos de ônibus. 

Herzem Gusmão ao reconhecer que não possui estrutura para fiscalizar (e não tem fiscalizado),  comprova que a solução não é minimalista, “resolvendo” a tragédia com a simples regulamentação.

Imaginemos que sejam regulamentados 80 vanzeiros - como o então candidato Herzem Gusmão anunciou em promessa de campanha.

A - quem seriam esses 80 beneficiados?
B - quais os critérios para escolher esses 80 felizardos?
D - onde e como eles iriam operar?

As  respostas estão neste  vídeo abaixo, consequência  da fúria dos próprios vanzeiros quando se falou em edital de licitação. 

         

COMO PACIFICAR OS EXCLUÍDOS?

Herzem Gusmão, ao reconhecer não possuir estrutura para fiscalizar, não teria solução aos 350 vanzeiros excluídos dentre os 80 oficializados.

Herzem foi vítima de seu minimalismo, acreditando que ao delegar aos vanzeiros fiscalizar vanzeiros tudo estaria controlado. VEJA O VÍDEO ABAIXO:

       
Mesmo raciocínio se aplica em fiscalizar cerca de 500 automóveis piratas que não são táxi, não são vans e tão pouco são Uber.

NÃO SERÁ MINIMALISTA A SOLUÇÃO AO DRAMA:

A - Social;
B - Interesse público;
C - Segurança Pública.

Herzem tratou com minimalismo o bem público (ônibus) e todos que dele dependem, desde a campanha eleitoral para prefeito. Ignorando os avisos e a própria lógica da gestão e interesses públicos, atolando a cidade em um dilema.

O mesmo minimalismo que criou o drama, igualmente induz à soluções minimalistas!

BASTA REGULAMENTAR, dizem!

HERZEM INSTALOU O PROBLEMA E A SOCIEDADE TERÁ QUE CONSERTAR, com sacrifícios.

Neste ponto reside a lógica da cidade passar por longo período absolutamente sem ônibus.

Somente a total abstinência de ônibus em todas as ruas e bairros levará a sociedade redescobrir o valor do transporte público se aliando a genuína solução e, ao mesmo tempo, rejeitando todo discurso político raso.

Tentar fiscalizar os excluídos sem este amargo aprendizado da cidade como um todo será enxugar gelo e alguns “notáveis” da política - ou mesmo da mídia - irão capitalizar com aqueles contornos longos que não se chega a lugar algum.

Qualquer combate aos clandestinos excluídos sem o apoio popular os transformarão em coitados.

99% daqueles utilizam os clandestinos precisarão sentir a ausência total do ônibus. Momento em que  descobrirão a falsa economia ao optar por clandestinos, tendo que pagar a passagem integralmente aos seus pais idosos, filhos estudantes E quem sabe um ente querido com deficiência, que agora não desfrutem mais do ônibus.

Totalmente sem ônibus, aqueles que talvez jamais estiveram a bordo de um desses também sentiram com as ruas e a área central da cidade totalmente saturada -  congestionada que ficará pela enxurrada de veículos e vans.

Empresários e lojistas também irão experimentar a total ausência dos ônibus, perdendo clientes ou tendo seus imóveis e aluguéis nas áreas centrais despencando de preço pela saturação do sistema viário.

Neste caudal de problemas, fruto da explosão da frota de vans e automóveis, nascerá o desejo do restabelecimento do transporte público, reunindo todos os atores na solução.

Quem viver, verá.

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