ARTIGO | O medo da inteligência (Padre Carlos)*

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Decidi escrever este breve artigo impulsionado pelo duplo sentimento da urgência de entendermos os motivos que nos levaram a relações fratricidas dentro do Partido dos Trabalhadores e demostrar de forma clara minha preocupação com este comportamento de alguns militantes, o objetivo destes elementos, é transparecer para a sociedade que o partido estaria dividido, além disso, minha indignação com toda esta situação.
Venho há muito tempo dizendo da necessidade de pacificar e repactuar o Partido dos Trabalhadores em Vitória da Conquista.

Quando falo estas coisas, quero dizer que nós também fazemos parte deste partido e apesar de representarmos politicamente uma parcela desta força política, até o momento só servimos para defender o projeto e participar das eleições.

Não podemos esquecer a diáspora que provocou a saída de alguns companheiros da nossa cidade e até hoje não foi feita uma avaliação junto com uma autocritica, que levaram estes companheiros a deixarem Vitória da Coquista. 

Se não tivemos responsabilidade direta com relação à saída destes, fomos omissos como dirigente e lideranças partidária.

Quando tomamos conhecimento através das redes sociais e da imprensa sobre as acusações levianas contra o vereador Coriolano Morais, dando a entender, um desvio ético e um rompimento com a posição política do mesmo ao Partido no município, ficamos sem entender, pois nunca vimos neste parlamentar, tal comportamento.

Não considerar o Vereador como um dos quadros do Partido é ofender o conjunto de todos os filiados. 

Com isto, este membro do partido procura atassalhar a honra de um homem de bem, de um professor, parlamentar e pai de família honrado, como é o Prof. Cori. A atitude do militante é fruto de consciência perversa.

Todos estes acontecimentos e injustiças me lembram de outra história. Quando Winston Churchill, ainda jovem, acabou de pronunciar o seu discurso de estreia na Câmara dos Comuns, foi perguntar a um velho parlamentar, amigo de seu pai, o que tinha achado do seu primeiro desempenho naquela assembleia de vedetas políticas.

O velho pôs a mão no ombro de Churchill e disse, em tom paternal: "Meu jovem, você cometeu um grande erro. Foi muito brilhante neste seu primeiro discurso na Casa. Isso é imperdoável. Devia ter começado um pouco mais na sombra. Devia ter gaguejado um pouco. Com a inteligência que demonstrou hoje, deve ter conquistado, no mínimo, uns trinta inimigos. O talento assusta."

E ali estava uma das melhores lições de abismo que um velho sábio pode dar ao pupilo que se inicia numa carreira política. A maior parte das pessoas encasteladas em posições de destaque é medíocre e tem um indisfarçável medo da inteligência. Isso na Inglaterra.

Imaginem aqui noutros países. Não é demais lembrar a famosa trova de Ruy Barbosa:
"Há tantos burros mandando em homens de inteligência, que às vezes fico pensando que a burrice é uma Ciência."

E em parte foi isto que aconteceu com meu amigo. Uma das principais armas dos covardes é a calúnia. A calúnia toma proporções incomensuráveis. Destrói carreira política, amizades, uma família. Dói mais do que um tapa no rosto.

Porque a calúnia machuca por dentro, é mais humilhante do que uma cuspida na cara , porque a calúnia é falsa, é leviana. O cuspe a gente limpa, o tapa, as feridas e marcas saem com o tempo, mas as feridas da calúnia, ahh, essa faz tanto mal como uma guerra.

Neste momento, faço das palavras de Martin Luther King as minhas: “O que me preocupa não é o grito dos maus, mas o silêncio dos bons”. Estas palavras reflete a natureza exata! É sob o silêncio cúmplice dos homens que deveriam nos defender que alguns dos maiores crimes acabam sendo perpetrados.


SOBRE O AUTOR E SEU CONTEÚDO

* (Padre Carlos Roberto Pereira, de Vitória da Conquista, Bahia, escreve semanalmente para esta coluna)

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