TRANSPORTE PÚBLICO | “Quero apostar que o Governo Municipal irá defender os interesses da população”, destaca vereador Cori


Mais um capítulo do transporte público de Vitória da Conquista. Após a saída da Viação Vitória, responsável pelo Lote 1 da licitação, a Cidade Verde está operando o Lote 2 como também emergencialmente o Lote 1 que pertencia à primeira empresa.
Alegando prejuízos por conta da operação de transporte irregular como as vans, a Cidade Verde quer entregar o lote 1 cujo prazo emergencial já expirou.

Caso esse impasse não seja resolvido, ainda hoje durante reunião a ser realizada na tarde desta quarta-feira, 13, entre Prefeito e responsáveis pela Cidade Verde, o Gestor poderá ter como alternativa a contratação de nova empresa para operar.

Tal impasse foi pauta de entrevista, na manhã de hoje, do vereador conquistense, Coriolano Ferreira de Moraes Neto, ao site Expressão Bahia. Ele destacou a importância da reunião que acontecerá logo mais onde será discutida a regularização do fluxo de caixa da Viação Cidade Verde, cujos relatórios apontam cerca de R$ 2 milhões mensais de prejuízos.

Segundo Professor Cori, a Cidade Verde vem cumprindo seu papel e que a Gestão deve usar bom senso na hora de decidir os rumos do transporte público da cidade. “O que deve prevalecer? O Governo Municipal e a Câmara Municipal devem defender o que está na Lei Orgânica e na Constituição Federal. E o que está lá? 

Que o transporte é um dos pilares essenciais da gestão. Então desta forma ele deve buscar atender a população na garantia da segurança, do ir e vir, com veículos e equipamentos sendo cumpridos na sua integralidade, seus funcionários adequadamente pagos em dia, recolhimento do FGTS. Se a empresa Cidade Verde, por conta dos prejuízos que ela apresenta em seus relatórios, na ordem de quase R$ 2 milhões mensais, sair do lote 1, a grande pergunta que a gente tem que fazer à população é: quem irá garantir as gratuidades que são dadas aos idosos? Quem irá garantir as gratuidades de meia passagem para os estudantes?  Não existe outro transporte que garanta isso a não ser o Cidade Verde e outras empresas podem não se interessar  a atuar aqui”.

O vereador chamou a atenção ainda para a questão das vans no município. “Não sou contra nenhuma van mas ela fazer transporte urbano de passageiros sou contra no sentido de neste momento ter um contrato em vigor.

Se tem que ter van que a gente trabalhe estratégias de como essa van vai trabalhar; pode ser no modal acoplando da Lagoa das Flores para a área de transbordo com ônibus; pode ser em Campinhos e Pradoso. Mas não pode se permitir que as vans façam disputa de passageiros nas mesmas áreas e pontos que os ônibus estão.

Isso é quebra de contrato e gerará indenizações milionárias. Existem muitas alternativas para se discutir no contrato com vans como levar equipe de saúde, professores, etc. É possível ter gratuidade sem ônibus? A chegada da Cidade Verde foi o maior investimento em transporte público com carro zero, pagamento em dia, previdência e indexação em dia. A empresa está honrando o contrato”. Cori criticou a ausência de fiscalização das vans e informou que circulam atualmente mais de 450 vans em Conquista “sem regulamentação, sem garantir carteira assinada ao motorista e sem garantir as gratuidades”. | Por Luciene Costa


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