EDITORIAL | Prefeitura entrega Rosa no "funeral" da Vitória


A população de Conquista assistiu, estarrecida, mais um capítulo na triste história do combalido transporte público, esta semana. A Prefeitura oferecendo "Rosa" enquanto seguia o "cortejo fúnebre" de ônibus da falida Viação Vitória rumo ao desconhecido, deixando para trás 517 desamparados órfãos da empresa.



Também para trás ficaram perguntas sem respostas: Para onde foram levados, quem adquiriu, por qual valor? E mais: Que garantia terão os ex-rodoviários da Vitória nesse momento e em que restou de esperanças de direitos trabalhistas para eles? Serão, enfim, remanejados para a Viação Rosa, contratada pelo município?

Aos que celebram a absorção do lote 1 pela Viação Rosa, abandonado que foi pela falida Vitória e pela Viação Cidade Verde, não custa lembrar que esse ônus será pago por todos, quer seja ex-rodoviários excluídos pela falida; ou quando não fechar a conta da contratação.

É simples o raciocínio: Supondo que a operação de contratação da Rosa custe 200 mil, mas que se arrecade apenas 100 mil, os cofres públicos (leia-se o contribuinte) entra calçando a diferença que, no fundo, acaba patrocinando o clandestino, já que o sistema é autossustentável sem a presença dos ilegais.

A realidade é diferente. Os valores que a Rosa irá abocanhar são mais altos. Conforme apurado e confirmado pela Prefeitura, a empresa receberá pelo contrato de dois meses, começando em 12 de junho, R$ 505.480,25 por mês, totalizando R$ 1.010.960,50.

A Prefeitura foi mais generosa com Novo Horizonte, que respondeu por cinco linhas do emergencial, antes da chegada da Rosa ( R03 – Pradoso x Centro; R04– Santa Marta x Centro; R06- Senhorinha Cairo x Centro; R17 – Lagoa das Flores x Centro e D42 – Lagoa das Flores x UESB). Foram dois contratos para sete veículos: um de R$ 810 mil e outro de R$ 781.709,10, totalizando R$ 1.591.709,10.

SOBRE A VIAÇÃO ROSA, LEIA O QUE JÁ PUBLICAMOS:



Ônibus da empresa Rosa sumiram após impasse na Justiça (Foto: Reprodução/TV Subaé)VIAÇÃO ROSA | Histórico negativo da empresa preocupa conquistenses


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