MULTA DE R$ 1,5 MILHÃO| Ibametro e Polícia Civil confirmam fraude no Auto Posto Tangará


SUDOESTE DIGITAL - O Ibametro e a Polícia Civil confirmaram golpe ao consumidor no Auto Posto Tangará, às margens da BR-116, flagrado operando um engenhoso esquema de fraude que consistia na injeção de ar pressurizado nos tanques de veículos, em vez de combustível.


Com isso, o display digital das bombas marcavam o volume solicitado pelo cliente, porém o líquido chegava ao tanque bem abaixo do que era pago. A cada 20 litros marcados nas bombas, eram entregues aproximadamente 18,5 litros. A reportagem do Sudoeste Digital tenta contato com a defesa da direção do posto.

Mesmo com a operação, sem que a perícia fosse concluída, estranhamente o posto continuou operando normalmente, atendendo a clientes desaviados, que sequer imaginavam da ação policial horas antes.


Ainda não se sabe há quanto tempo o sistema estava em operação, nem o volume da fraude ou quanto o posto faturou ilegalmente ao deixar de fornecer a quantidade paga pelo consumidor. Na operação, realizada nessa segunda-feira, 26, os fiscais mostraram como a fraude era praticada, chamando a atenção para o complexo sistema formado por compressor de ar e fiação e pequenas mangueiras subterrâneas. 

Tudo acionado por um pequeno botão, próximo ao que deveria ser o digital do compressor de ar.

Na manhã desta terça-feira (26), foi dada continuidade a operação conjunta para apuração de denúncia de fraude no abastecimento de combustíveis em um posto localizado às margens da BR 116, na região da Lagoa das Flores, em Vitória da Conquista.

Segundo o diretor geral do Ibametro, Handerson Leal, a denúncia chegou na tarde de domingo (24). Na manhã seguinte, a Polícia Civil e o Fisco foram acionados para averiguação. No local, foi confirmada a suspeita de irregularidade e as bombas foram lacradas para que os técnicos inspecionassem as bombas no dia posterior.

As equipes retornaram, com a presença da Perícia Técnica da PC, e observaram buracos tapados com cimento, ainda fresco, junto as bombas.

Segundo o delegado da DRFR – Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos, Leonardo Rabelo, houve violação o que “Demonstra inequívoca vontade do proprietário do posto de subtrair a aplicação da lei, praticando outro crime, que é o crime de fraude processual”, afirma Rabelo.

“A gente não tem dúvida nenhuma que a fraude existia”, afirmou o delegado.

Ainda assim, foi localizado um sistema pneumático supostamente utilizado para que fosse colocada maior quantidade de álcool quando um veículo estivesse abastecendo com gasolina. Os técnicos do Ibametro confirmaram que a quantidade de combustível marcada na bomba era menor do que a que saía no bico da bomba.

A cada 20 litros marcados nas bombas, eram entregues aproximadamente 18,5 litros, revelou o Diretor do Ibametro.

A PC informou que dará continuidade nas investigações. O Ibametro notificou o posto, que tem dez dias para apresentar contestação administrativa. Porém, o diretor do Ibametro não acredita que existam argumentos plausíveis para contestação da notificação. O posto pode ser penalizado em mais de R$ 1,5 milhão pela irregularidade.

Apontado como proprietário do posto, o empresário José Gomes de Souza, de 63 anos, mais conhecido como "Zé do Óculos", negou responsabilidade, assegurando que há mais de 10 anos não está à frente do empreendimento.

Ele chegou a registrar queina na 1ª Delegacia Territorial de Polícia Civil no Distrito Integrado de Segurança Pública, no final da tarde de ontem (25) alegando estar sendo vítima de calúnia e difamação.

A reportagem do Sudoeste Digital apurou junto à Receita Federal que a empresária Myrthes Lavigne Santos Sgarioni consta como sócia-administradora do posto. Ela não foi localizada para se pronunciar sobre as acusações. Foi apurado, ainda, que além dessa unidade, Myrthes também figura como sócia em outros postos na Bahia e em Minas Gerais. | Com informações do Blitz Conquista.

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