NOVO JÚRI | Vigilante absolvido manteve vítimas sob a mira de arma de fogo enquanto eram mortas a pedradas



A acusação criminal, a cargo do promotor de Justiça, José Junseira, recorreu da decisão do tribunal do júri que absolveu o vigilante Adriano Silva dos Santos, acusado de coautoria dos homicídios que vitimaram a pastora evangélica Marcilene Oliveira Sampaio, 38, e a prima dela, Ana Cristina Santos Sampaio, 37, em 20 de janeiro de 2016.

De perfil violento, conforme apurações policiais, Adriano confessou à época ter mantido as vítimas sob a mira de um revolver enquanto os dois comparsas, os falsos profetas Edimar Brito e Fábio de Jesus Santos. Caso acate a representação da promotoria, o Tribunal de Justiça deve remarcar novo júri nos próximos meses.
Em 2016, o acusado já havia sido condenado a 30 anos de prisão em regime fechado, mas a defesa recorreu e ele retornou ao júri popular nesta quarta-feira, 6. Desta vez foi absolvido pelos jurados e saiu do Fórum João Mangabeira pela porta da frente, ostentando o alvará de soltura expedido pela Justiça.
No julgamento desta quarta-feira, 6, ele foi absolvido de todos os crimes de que era acusado, inclusive do porte ilegal de arma de fogo, a mesma usada para conter as vítimas até que fossem mortas a pedradas.
O julgamento foi presidido pelo juiz Reno Viana, tendo na acusação o promotor José Junseira. Na defesa do acusado, os defensores públicos Gustavo Vieira Soares e Ana Luíza Brito Silva. O salão do júri esteve lotado, sendo a maioria de estudantes de faculdades de Direito, além de curiosos e amigos das vítimas.

CRUELDADE



O vigilante foi acusado de ter se associado aos falsos profetas, Edimar Brito (imagem acima) e Fábio de Jesus Santos para matar as duas mulheres. A prima,  que é de São Paulo, estava na Bahia para participar de um casamento.

O marido de Marcilene, pastor Carlos Eduardo de Souza, 50, também seria alvo dos assassinos, mas conseguiu escapar e acionar a polícia, que prendeu o trio em flagrante delito. Segundo restou apurado, a disputa por fieis teria sido o principal fator caracterizado como vingança, tendo como mandante o falso profeta Edimar Brito.

Os três foram presos, após exaustivas diligências da equipe do delegado de polícia civil, Marcus Vinicius de Oliveira. O mandante, Edimar, apesar de todas as evidências contra si, obteve habeas corpus, foi libertado pelo Tribunal de Justiça e fugiu, somente sendo novamente preso em outubro deste ano, por outro crime: estupro a uma enteada de 21 anos de idade, no município baiano de Itarantim. (RELEMBRE O CASO).

VÍTIMAS EMBOSCADAS E MORTAS: O HISTÓRICO DA ARMADILHA FATAL:

Fotos: BLOG DO ANDERSON


Uma pastora evangélica e a prima dela foram encontradas mortas nesta quarta-feira (20), em Vitória da Conquista, após terem sido sequestradas. Dois suspeitos de participação no crime foram presos e uma terceira pessoa está sendo procurada. As vítimas foram encontradas às margens de uma estrada que liga Conquista a Barra do Choça, pela manhã. A pastora, Marcilene Oliveira Sampaio, também era professora da Universidade Estadual da Bahia (Uneb). Ana Cristina Santos Sampaio, 36 anos, veio de São Paulo para a Bahia onde para participar de um casamento. As duas mulheres foram mortas com golpes de pedra, segundo a polícia. O motivo do crime ainda é investigado. O marido da professora, que também é pastor evangélico, estava com as duas mulheres no momento da chegada dos criminosos, na noite de terça-feira (19).

De acordo com a polícia, ele foi espancado, mas conseguiu se salvar e só apareceu na manhã desta quarta. “Todos eles pertenciam a uma igreja. Recentemente a pastora havia se desvinculado da igreja e montado uma nova igreja, o que irritou o Pastor Edimar, que é tido como mandante e executador do crime. Com a saída de vários fiéis da antiga igreja da pastora, isso gerou uma revolta do suspeito, que se uniu a esses dois homens presos e realizaram esse crime que chocou a população”, disse o delegado Marcus Vinicius de Morais Oliveira, chefe da 10ª Coordenadoria de Polícia do Interior. Durante a entrevista coletiva à imprensa, a Polícia Civil falou sobre o caso e apresentou dois suspeitas, sendo Adriano Silva dos Santos, 36 anos, e Fábio de Jesus Santos, 34. Foram sete dias de diligências contínuas, sendo que no dia da prisão, a equipe do delegado Marcus Vinícius saiu de Conquista às três da madrugada e voltou à meia-noite, após rodar 832km.

IMAGENS DO JULGAMENTO DESTA QUARTA-FEIRA, 6












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